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Amadurecendo... sempre.
Domingo, Março 28, 2004

E foram felizes para sempre...
Não é sempre assim que terminam os contos de fadas?
Invariavelmente, começam com "era uma vez" e terminam com "e foram felizes para sempre".
Pelo menos, que eu me lembre, não existe nenhum que termine com o Príncipe Encantado morrendo com uma flecha perdida, ou com a Cinderela atropelada por um "motorista" de carruagem bêbado, ou com as Fadinhas explodidas por uma Bruxa-bomba, ou ainda com o Dunga e o Soneca sendo vítimas de um seqüestro relâmpago, engendrado pelos Duendes malvados da floresta encantada.
Nessas histórias, o Bem sempre vence o Mal e todos são felizes para sempre.
Exceto os vilões, que têm punição exemplar.
Aliás, punição exemplar é outra coisa que, atualmente, só vemos nos Contos de Fadas dos livros infantis.
Nas telas de cinema, vez por outra, também vemos umas historinhas com "happy end". Tal e qual Cinderela.
E por que todo esse papo?
É que nessa semana eu vi, pela 199º vez, "Uma Linda Mulher" (Pretty Woman).
Conto de Fadas... Ou não é?
Há pouco tempo atrás, eu assisti "Tinha Que Ser Você" (It Had To Be You), outro filme açucarado e que acabou rendendo um post, por conta da música da Etta James no final.
Já deu para perceber que eu gosto do gênero.
De amarga já basta a vida, não é assim que se diz?
É bom, vez por outra, fugir um pouquinho para o mundo mágico do "faz-de-conta".
E a "princesinha" da tela grande é, quase sempre, a Julia Roberts com aquele sorriso luminoso.
Exemplos: "O Casamento Do Meu Melhor Amigo", "Um Lugar Chamado Nothing Hill", "Noiva Em Fuga" e o campeão, "Uma Linda Mulher".
A propósito, "Pretty Woman" e "Nothing Hill" tem histórias invertidas. No primeiro, há um "príncipe" e ela é da plebe. No segundo é o contrário: ela é a "princesa" e ele o "plebeu". Mas a fórmula não se desgasta.
E o que todos esses filmes têm em comum, além da maravilhosa boca da Julinha e da história-com-final-feliz?
Acertou quem respondeu a Trilha Musical.
As músicas para esses filmes são sempre escolhidas com esmero.
Pop... Blues... Rock... Smooth Jazz... A mistura é sempre bem feita e os CDs gerados a partir daí, vendem muito.
Músicas românticas sempre venderam bem, isso não é novidade.
O Amor é um ótimo negócio.
Destaque para a versão de "She", com Elvis Costello, em "Nothing Hill" e "Pretty Woman", no filme de mesmo nome, com Roy Orbison.
Trilhas de filmes rendem muito assunto... Preciso voltar ao tema no futuro.
____________________
Essa semana foi cheia... E a próxima mais ainda.
O dever me chama. E lá vou eu, de novo, para o aeroporto.
Outra semana de afastamento forçado.
O que fazer?
Enquanto a mega-sena não vem... Eu vou.
Até.
"Às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais".
(Herbert Vianna)
:: Publicado Por
Rock&Blues
:: 6:12 PM ::
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Segunda-feira, Março 22, 2004

O VÍRUS
Eta vírus danado, sô!!!
Está resistindo, o safadinho. Eu quis até manda-lo de volta para São Paulo com direito a todas as mordomias da primeira classe. Mas ele se recusa.
Acho que gostou aqui da Cidade Maravilhosa. Mas ele podia, pelo menos, encontrar um outro hospedeiro... Saco!
E a coisa em Sampa está séria mesmo. Rendeu até uma reportagem no Jornal Nacional. Parece que uma boa parte da população está sendo nocauteada por esse vírus.
Mas, brincadeiras à parte, já estou bem melhor (80%). :)
(Este post foi escrito em 18/03, mas não publiquei).
____________________
A gripe (quase) se foi...
Hoje já estou a 99%.
Esse vírus, sem dúvida, é muito pior do que os que eu conhecia.
A velha fórmula de vitamina C e cama, somada a doses maciças de mel e própolis, não foi suficiente. Acho que o bicho morreu mesmo foi de velhice.
Muito obrigado a todos que desejaram a minha recuperação.
Um grande beijo.
____________________
BLUES
E o velho Riley B. King, mais conhecido como B. B. King, está em plena turnê, fazendo a alegria dos fãs (essa semana em São Paulo).
Aliás, uma réplica da famosa "Lucille", sua inseparável guitarra preta, foi leiloada na primeira apresentação no Bourbon Street em Sampa e arrematada pelo carioca Miguel Salles, por R$ 46 mil (!).
Putz! E eu não tive "bala na agulha" nem para os R$ 230,00 do ingresso*.
(*Aqui no Rio, os ingressos com preços mais acessíveis se esgotaram logo nos primeiros dias de venda).
Mas não adianta chorar sobre o leite derramado, já dizia a minha avó.
Só lamento porque, dificilmente, terei outra oportunidade de ver, ao vivo, no Brasil, o "rei" do blues.
O velho bluesman nasceu no Mississipi em 16/09/1925 e começou a gravar nos anos 40. Já tem mais de 50 (!) álbuns gravados.
Mas, ao contrário do que alguns possam pensar, minha paixão pelo Blues não é muito antiga.
No tempo dos LPs de vinil, o meu negócio era o Rock. Eu só tinha alguns poucos Blues em coletâneas dos anos sessenta.
Foi por volta de 1990 que eu comprei o meu primeiro tocador de CDs. Era um toca discos laser Technics SL-PG300BT/P (não tenho mais o aparelho, mas ainda tenho o manual).
A partir daí comecei a comprar os meus primeiros disquinhos digitais.
Em 1992 comprei um CD chamado "Giants Of Blues" que está aqui, na minha frente, com 20 músicas de quatro grandes mestres (em ordem alfabética):
- B. B. King (5);
- Jimmy Reed (4);
- John Lee Hooker (5) e
- Muddy Waters (6).
Daí em diante não parei mais.
O Blues é hoje, tanto quanto o Rock, a minha paixão musical.
Minha paixão e meu vício. Quanto mais eu ouço, mais quero ouvir.
E o B. B. King, que iniciou este post, é um dos meus grandes ídolos.
Ao lado dos outros já citados acima e mais Eric Clapton, John Mayall, Buddy Guy, Rod Piazza, Etta James... Etc... Etc...
Como vocês podem notar, a relação é enorme. Então vamos abreviar o post.
Para quem não conhece o trabalho do B. B. King e quiser conhecer, aconselho começar com um disco imperdível. "Heart To Heart" foi gravado em 1994 com a Diane Schuur que é uma diva do Jazz.
A combinação Blues/Jazz foi perfeita e o disco é uma verdadeira jóia.
É um daqueles CDs obrigatórios para quem gosta de boa música.
O meu não sai de perto do player.
Outra boa dica é "Deuces Wild". É um disco gravado entre amigos e admiradores do King, com a participação de Eric Clapton, Dr. John, Rolling Stones, Joe Cocker, Tracy Chapman, Mick Hucknall (Simply Red), Willie Nelson, entre outros.
São sugestões para um primeiro (e fácil) contato com o Blues e um dos maiores bluesman vivos.
Depois que o bichinho picar e o Blues estiver fluindo nas suas veias... Bem, aí eu não vou precisar dizer mais nada.
:: Publicado Por
Rock&Blues
:: 11:15 PM ::
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Segunda-feira, Março 15, 2004

Na semana passada, de terça (9) a quinta (11), estive em São Paulo.
Na volta para o Rio, trouxe na bagagem vários LP's de vinil.
Algo que a turma da geração Compact Disc, provavelmente, nunca teve a oportunidade de ver e/ou ouvir num toca-discos de boa qualidade.
Cortesia de um dos meus grandes amigos paulistanos. Também ele, amante da boa música.
Vieram embrulhados em plástico-bolha, com muito cuidado e carinho, Eric Clapton (Crossroads, caixa com seis discos), Pete Townshend (White City), Billie Holiday, entre outros.
Vou grava-los em CD, tão logo eu me recupere.
Ah, sim... Porque, além dos discos, eu trouxe também um danado de um vírus.
Começou com uma dorzinha de garganta e acabou me derrubando.
Passei o final de semana de "molho". Com uma tosse irritante que me deixou sem dormir e afônico.
Nem me aproximei do micro. Não quis me arriscar a propagar o vírus... :o) ...
Depois desses últimos três dias curtindo o danado do bichinho, acho que estou melhorando. Ainda estou moído, mas já dá para digitar... (Exagerado?! Eu?!)
Sem alternativas no fim de semana, assisti a tudo que a TV me ofereceu.
No domingo, final da tarde, fugindo do Faustão, encontrei um filme no "Telecine Premium".
Um romance, meio água-com-açúcar, ideal para o horário, intitulado "Tinha Que Ser Você" (It Had To Be You).
Estrelado pela Nastasha Henstridge... Loura, linda, pernas longas... 1,80 m de mulher... Dona de uma uma boca divina e um sorriso que rivaliza com o da Julia Roberts...
Contracena com ela um tal de Michael não-sei-o-que, mas isso não vem ao caso...
Enfim, um filme agradável, fácil de assistir e com um detalhe que vale o filme todo...
A cena final tem o fundo musical com Etta James interpretando "At Last".
Magnífica.
Para ilustrar, deixo com vocês... A Grande Dama do Blues...
======> ETTA JAMES <======
:: Publicado Por
Rock&Blues
:: 3:15 PM ::
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Sábado, Março 06, 2004

A BOA MÚSICA ANTIGA.
Tudo bem... Eu confesso... Eu adoro música antiga.
Ué!!... Ninguém ficou surpreso?
Na verdade, eu não classifico as músicas como novas ou antigas e sim, como boas ou ruins.
Não, não estou tentando justificar meu gosto pelas "oldies".
É que, para mim, o que vale é a qualidade.
E o tempo, nesse caso, não tem nenhuma influência... A não ser para confirmar a imortalidade dessas jóias.
Uma boa música, composta há séculos, continuará sendo boa hoje e sempre.
Um exemplo disso são os clássicos.
Vivaldi, Beethoven, Mozart... Todos gênios, alguém discorda?
Da mesma forma, um clássico da música popular (nacional ou não), será um clássico eternamente.
Senão, o que dizer desses versos:
"A porta do barraco era sem trinco, mas a lua, furando nosso zinco, salpicava de estrelas nosso chão" (Orestes Barbosa/Silvio Caldas);
Ou: "Queixo-me às rosas. Mas que bobagem, as rosas não falam. Simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti" (Cartola);
Ou: "Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço. A Bahia já me deu régua e compasso" (Gilberto Gil);
Ou: "Fui abrindo a porta devagar, mas deixei a luz entrar primeiro" (Roberto Carlos);
Ou: "Às vezes até, na vida é melhor, ficar bem sozinho, pra gente sentir qual é o valor de um simples carinho" (Ângela RôRô);
Ou: "Não se admire se um dia um beija-flor invadir a porta da sua casa, lhe der um beijo e partir. Fui eu que mandei o beijo que é pra matar meu desejo. Faz tempo que não lhe vejo. Ai que saudade d'ocê" (Vital Farias);
Ou: "É... A gente não tem cara de panaca... A gente não tem jeito de babaca... A gente não está com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela" (Gonzaguinha) ... Bem, talvez esta não seja um bom exemplo poético, mas que a música é muito boa, isso É.
E olha que estou me limitando aos exemplos nacionais.
Enfim, para ficar falando de boa música, os 10 Mb do Blogger não seriam suficientes.
Se, afinal, esse meu papo saudosista te deixou, pelo menos, curioso(a)...
Se você tem cerca de 50 anos e quiser relembrar...
Ou se for mais jovem e quiser conhecer o que tocava antes de você nascer, eu gostaria de indicar um site onde você poderá ouvir algumas preciosidades.
Este link aqui conduz diretamente para a página ANOS DOURADOS, mas há muito mais na Home-Page do Citroën.
Boa diversão.
_________________________________
Yesterday, (Ontem,)
Love was such an easy game to play (O amor era como um jogo fácil de ser jogado)
Now I need a place to hide away (Agora eu preciso de um lugar para me esconder)
Oh! I believe in yesterday (Oh! Eu acredito no dia de ontem)...
:: Publicado Por
Rock&Blues
:: 7:43 PM ::
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Terça-feira, Março 02, 2004

SANTANA... again.
O Multishow (NET) exibiu ontem, dia 01/03/2004, às 21:45 h, o show "Supernatural" do Santana.
Eu não resisti e assisti pela enésima vez. É bom demais!
Se você não teve a oportunidade de assistir, procure acompanhar a programação do Multishow.
Eles costumam repetir os shows em datas e horários diferentes.
Se você não tiver tv a cabo, pode encontrar o "Supernatural" em DVD e, provavelmente, em VHS também.
Procure na sua locadora. Vale a pena conferir.
Eu acompanho o trabalho do Carlos Santana há mais de 30 anos.
É, sem dúvida, uma das minhas bandas favoritas.
Eu queria escrever um pouquinho sobre eles, mas nem sei por onde começar.
Talvez seja melhor começar do começo...
Mas não hoje.
Só quando eu voltar.
Um grande abraço a todos vocês.
E até sexta.
:: Publicado Por
Rock&Blues
:: 12:17 AM ::
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