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Neste momento: amadurecendo

Amadurecendo... sempre.

 

Sábado, Junho 26, 2004



NOVELAS

Eu já gostei muito de novelas.
Acompanhei várias.
Sem dúvida, o nível de produção e o gabarito dos artistas brasileiros fazem das telenovelas nacionais as melhores do mundo.
A primeira a me conquistar foi "Beto Rockfeller" (68/69). Com Luiz Gustavo (Beto), Bete Mendes (Renata) e Débora Duarte (Lú) fazendo o trio central. Eu não perdia um capítulo das aventuras do simpático "trambiqueiro" que marcou a carreira do ator Luiz Gustavo por muitos anos. Eu até usava o mesmo perfume que ele exibia na história (English Lavender da Atkinson's, se não me engano). Naquela época, apesar de mais discreto, o merchandising já existia.
Outras novelas vieram e, da mesma forma, ganharam minha fiel atenção.
"Véu de Noiva" (69/70) com Cláudio Marzo e Regina Duarte e que tinha uma ótima trilha sonora. Até acredito que foi aqui que as boas trilhas sonoras de novelas começaram. Essa eu não acompanhei inteira porque, nessa época, eu estudava à noite. Acho que é por isso que só me lembro bem das músicas e pouca coisa da história.
"Irmãos Coragem" (70/71) com Tarcísio Meira, Cláudio Marzo e Cláudio Cavalcanti interpretando os irmãos do título.
Nessa época, atingi o auge da minha "novelice". Acompanhava uma às 20:00 e outra às 22:00h.
Enquanto "Irmãos Coragem" rolava no horário anterior, às 22 horas havia começado "O Cafona". Com Francisco Cuoco no papel principal e mais Marília Pêra, Tônia Carrero, Paulo Gracindo, enfim, um elenco fabuloso em uma história divertida. Alguém se lembra da Lucinha Esparadrapo, personagem da Djenane Machado? E do Ary Fontoura no papel do Profeta?
Em 1972, "Selva de Pedra", às 20 horas, com Francisco Cuoco, Regina Duarte e a fantástica Dina Sfat que eu adorava.
E, às 22 horas, "Bandeira Dois" com Paulo Gracindo (Tucão) e Felipe Carone (Jovelino Sabonete), os bicheiros rivais que conduziam a trama.
1973 foi um ano especial. Estreou "O Bem Amado", com o Paulo Gracindo interpretando o inesquecível prefeito Odorico Paraguaçu e suas frases de efeito: "Vamos deixar de entretantos e ir direto aos finalmentes..." ou, queixando-se do jornal local, "essa imprensa marronzista...". Lutava, desesperadamente, para inaugurar o cemitério da cidade de Sucupira, apoiado pelo secretário Dirceu Borboleta e as irmãs Cajazeiras... Tinha ainda o personagem marcante do Zeca Diabo (Lima Duarte).
Em 1975, "Gabriela" com a Sônia Braga no principal papel e Armando Bógus como o Nacib, não cheguei a acompanhar inteira... Parece que foi uma boa novela.
Depois, em 1976, me lembro de "Saramandaia". Uma novela incomum, recheada de personagens fantásticos. Tinha o homem que soltava formigas pelo nariz... A dona Redonda (Wilza Carla) que explodiu (literalmente) de tanto comer... O personagem da Sônia Braga, quando se excitava, fazia as coisas pegarem fogo (também literalmente)... O Ary Fontoura virava lobisomem... O personagem de Juca de Oliveira tinha asas e voava no final da novela...
Em 1976, no horário das 19 horas, foi ao ar "Estúpido Cupido", com o Ney Latorraca (Mederix) e sua turma, vivendo aventuras da juventude transviada no início dos anos 60, numa cidadezinha do interior... Pra falar a verdade, eu gostava mesmo era das músicas.
1978. Outro ano especial. Estreou "Dancing Days" do Gilberto Braga. Com Sônia Braga vivendo Júlia, uma ex-presidiária, e a talentosa Glória Pires, despontando como atriz, no papel de sua filha. Sucesso estrondoso, também, por sua trilha sonora, no auge da discoteca, com as Frenéticas & Cia.
Nesse ponto, dei uma parada. Estava num momento da minha vida onde não havia muito espaço para novelas de televisão.
Lembro-me que, em 1983, estava em cartaz "A Guerra dos Sexos", encabeçada pelos "monstros sagrados" Paulo Autran e Fernanda Montenegro. Foi uma comédia que eu não cheguei a acompanhar, mas me lembro de algumas cenas engraçadas... Bem estilo "pastelão".
Aqui, um parêntese para registrar a perda de um grande ator: no início de 83, morreu de enfarte Jardel Filho, durante as gravações de "Sol de Verão".
Assim, chegamos a 1985 e a um dos maiores sucessos da história das telenovelas brasileiras: "Roque Santeiro". Com Lima Duarte (Sinhozinho Malta), Regina Duarte (viúva Porcina) e José Wilker (Roque) fechando o triângulo, tinha também outros personagens interessantes. O padre (Paulo Gracindo); o fotógrafo mulherengo e irreverente vivido por Fábio Júnior; um misterioso lobisomem que perambulava pela madrugada (e eu não me lembro mais quem era); o Zé das Medalhas (Armando Bógus); Matilde (Yoná Magalhães) e suas "meninas" da boate; o prefeito (Ary Fontoura) e sua esposa dona Pombinha (Eloísa Mafalda) que comandava um grupo de beatas... Inesquecível.
Em 1986, assisti a alguns capítulos de "Dona Beija"... Mas foi só pra ver a Maitê Proença pelada.
Depois, a última que eu me lembro de ter assistido a (quase) todos os capítulos foi "Pantanal" (1990), a novela que revolucionou o modo de fazer novelas.
"Pantanal", com personagens inesquecíveis como o "velho do rio" (Cláudio Marzo em duplo papel); a sensual Juma Marruá (Cristiana Oliveira), mulher que virava onça; os peões-violeiros interpretados por Almir Satter e Sérgio Reis e, o grande astro da trama, o maravilhoso cenário do pantanal matogrossense. Essa fez história.

Por que nunca mais acompanhei nenhuma novela?
Porque não vale mais a pena.
Histórias fracas com um festival de merchandising durante as cenas e muita apelação.
Ou, talvez, eu é que estou ficando chato e exigente demais com a idade.
Uma ressalva: algumas histórias mais recentes têm o mérito de trazer à baila, temas atuais e polêmicos.
Só para citar algumas:
- "Laços de Família" abordou o romance de uma mulher madura (Vera Fisher) com um rapaz muito mais jovem (Gianechinni)... Disputa de namorado por mãe e filha... Mostrou algumas cenas vigorosas ao retratar a doença (leucemia), em que o personagem da linda Carolina Dieckmann tem que se submeter à quimioterapia e a um transplante de medula.
- "O Clone" - Clonagem humana.
- "Mulheres Apaixonadas" tratou do tema da violência doméstica (o ex-marido que espanca, sistematicamente, a ex-esposa) e também do drama das balas perdidas que tiram a vida de uma personagem.
Mas, ainda assim, nada me atraiu o suficiente para que eu assistisse mais do que alguns capítulos esporádicos.
Cheguei, finalmente, à conclusão que, das novelas que estão no ar, basta assistir a primeira semana para se ter uma noção do enredo. Depois, é só voltar a acompanhar os últimos capítulos que é onde tudo acontece ao mesmo tempo. Os casais se encontram (ou reencontram) e os vilões são castigados.
Em "Celebridade", onde só o tema musical me atraiu, descobri ontem, dia 25, no capítulo final, que aquela menina, a Laura, matou todo mundo!! Menos o namorado. Esse, quem matou foi o Renato Mendes que foi preso... E também matou a Laura, que tinha sequestrado a filha da Maria Clara Diniz. Se você não entendeu nada, assista à reprise de hoje. No mais, todos foram felizes para sempre.
Que danada essa Laura... Suspeito até que, de alguma forma sobrenatural, ela tenha participação nas mortes do Salomão Hayalla*, da Odete Roitman**, e de todos que morreram em novelas anteriores.

*Salomão Hayalla (Dionísio Azevedo) - "O Astro" - 1978
**Odete Roitman (Beatriz Segall) - "Vale Tudo" - 1988


E quem quiser rir um bocado, clique aqui, e conheça o destino dos personagens de "Celebridade", depois do último capítulo.

:: Publicado Por Rock&Blues :: 6:18 PM ::

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Domingo, Junho 20, 2004



MANCHETE ATRASADA

10 de junho de 2004.
Morre de complicações no fígado, aos 73 anos de idade, Ray Robinson Charles... Ou, simplesmente, Ray Charles.
O gênio do soul, que passeava com a mesma desenvoltura pelo rock, pelo blues, pelo jazz... se foi.
Ele era um ano mais novo que o meu pai que, diga-se de passagem, está bem vivo e com saúde, graças a Deus.
E eu fico pensando porque eu demorei tanto a escrever algo sobre a morte desse gênio. Sobre a perda que isso representa para a música e para todos nós.
Sim, porque quando um artista desse quilate se vai, deixa uma lacuna que não se fecha. Eu não acredito em herdeiros.
Assim foi quando perdemos Cazuza, Cartola, Clara Nunes, Elis Regina, Tim Maia, Tom Jobim, Vinícius...
Bah... Nem que eu fosse vinte anos mais jovem e me esforçasse muito, não conseguiria me lembrar de todos, por isso me limitarei a citar os que me ocorreram num primeiro momento.
E, antes que alguém aí queira contra-argumentar, Maria Rita não é herdeira da arte de Elis Regina, como a mídia quer fazer parecer. Elis era incomparável.
Todos eles eram únicos e insubstituíveis.
O time estrangeiro também sofreu duras baixas. Além de Ray Charles, perdemos John Lennon, George Harrison, Frank Sinatra, Maurice Gibb (Bee Gees), Nina Simone, Barry White...
(Não citei Elvis Presley de propósito... Há quem diga que ele não morreu.) :)

Eu fico aqui imaginando o cenário...
- Palco: CÉU!!...
- Evento: Mega-espetáculo reunindo todo o elenco que eu acabei de citar (e mais alguns que omiti)... Talvez até alguns astros convidados lá das profundezas (não acredito que todos tenham ido direto para o Céu);
- Pedro na portaria, com mais algumas dúzias de anjos, organizando a fila e garantindo a segurança...
- Entrada franca (afinal é o Paraíso)...
- A fila sumindo de vista...
Uau! Seria um festival para durar uma eternidade.

Enfim, Ray Charles se foi, deixando um imenso vazio na arte que ele tão bem representou e nos corações e mentes daqueles que o admiravam.

No fundo musical, um dos muitos sucessos que marcaram a carreira de Ray. Difícil foi escolher apenas um.
A minha escolha se deu por uma questão de gosto pessoal. Eu gosto muito dessa música.
Inclusive, há poucos dias, eu coloquei aqui a versão com a Diane Schuur e B.B. King. Mas "I Can't Stop Loving You", com a voz e o estilo inconfundíveis do Ray Charles, é magnífica.



:: Publicado Por Rock&Blues :: 8:03 PM ::

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Quarta-feira, Junho 16, 2004



Sobre o Amadurecendo.

Versão 1:
Por que começou?
- Por curiosidade.

Por que continuou?
- Porque gostei.

Por que mudou?
- Porque pode melhorar.

Versão 2:
Por que começou?
- Porque eu quis aprender.

Por que continuou?
- Porque aprendi.

Por que mudou?
- Porque continuo aprendendo.

Versão 3:
Por que começou?
- Por que nasceu.

Por que continuou?
- Porque sobreviveu.

Por que mudou?
- Porque amadureceu.

Versão 4:
Por que começou?
- Por um sonho.

Por que continuou?
- Porque acordei.

Por que mudou?
- Porque eu mudei.

Versão 5:
Por que começou?
- Por um.

Por que continuou?
- Por todos.

Por que mudou?
- Por mim.

Versão 6:
Por que começou?
- Falta de coisa melhor para fazer.

Por que continuou?
- Falta de coisa melhor para fazer.

Por que mudou?
- Falta de coisa melhor para fazer.

Vocês podem estar se perguntando qual é a versão correta. Ou, pelo menos, qual a que mais se aproxima da realidade.
Acreditem quando digo que não sei responder.
Tenho cá minhas dúvidas...
Totalmente correta, talvez nenhuma...
Ou, talvez, a combinação de todas elas seja o que mais se aproxima da verdade.
Mas por que tantos "porquês"?
Essa eu sei responder.
Estou nos meus últimos dias de férias. Segunda-feira volto ao batente.
Aí começou a bater aquela sensação de fim de festa.
Esses dias passaram muito depressa.
Descansei do trabalho... Descansei da Internet... Mas ficou aquele gostinho de "quero mais".
Hoje comecei a minha "preparação psicológica" para reassumir a minha rotina.
Inclusive aqui, no Amadurecendo.
Foi aí que me ocorreu... Eu nunca pensei que este blog fosse durar tanto.
E, pensando nisso, comecei a me questionar. E resolvi colocar os questionamentos no papel... Saiu isso.
Aproveitando que eu já estava disposto, resolvi mexer também, mais um pouquinho, no template.
Eu tinha encontrado a imagem do garotinho nos meus passeios virtuais... Brinquei um pouco com ela no Corel... E voilá!
A minha dúvida é se a imagem de abertura deve ser associada ao nome ou ao conteúdo do blog.
Eu explico: a guitarra se adequava melhor ao conteúdo, mas o garotinho tem tudo a ver com o nome...
E aí?
Iniciada a votação...


:: Publicado Por Rock&Blues :: 10:24 PM ::

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Terça-feira, Junho 15, 2004





O Mergulhador
(Vinicius de Moraes)

Como, dentro do mar, libérrimos, os polvos
No líquido luar tateiam a coisa a vir
Assim, dentro do ar, meus lentos dedos loucos
Passeiam no teu corpo a te buscar-te a ti.

És a princípio doce plasma submarino
Flutuando ao sabor de súbitas correntes
Frias e quentes, substância estranha e íntima
De teor irreal e tato transparente.

Depois teu seio é a infância, duna mansa
Cheia de alísios, marco espectral do istmo
Onde, a nudez vestida só de lua branca
Eu ia mergulhar minha face já triste.

Nele soterro a mão como a cravei criança
Noutro seio de que me lembro, também pleno...
Mas não sei... o ímpeto deste é doido e espanta
O outro me dava vida, este me mete medo.

Toco uma a uma as doces glândulas em feixes
Com a sensação que tinha ao mergulhar os dedos
Na massa cintilante e convulsa de peixes
Retiradas ao mar nas grandes redes pensas.

E ponho-me a cismar... -- mulher, como te expandes!
Que imensa és tu! maior que o o mar, maior que a infância!
De coordenadas tais e horizontes tão grandes
Que assim imersa em amor és uma Atlântida!

Vem-me a vontade de matar em ti toda a poesia
Tenho-te em garra; olhas-me apenas; e ouço
No tato acelerar-se-me o sangue, na arritmia
Que faz meu corpo vil querer teu corpo moço.

E te amo, e te amo, e te amo, e te amo
Como o bicho feroz ama, a morder, a fêmea
Como o mar ao penhasco onde se atira insano
E onde a bramir se aplaca e a que retorna sempre.

Tenho-te e dou-me a ti válido e indissolúvel
Buscando a cada vez, entre tudo o que enerva
O imo do teu ser, o vórtice absoluto
Onde possa colher a grande flor da treva.

Amo-te os longos pés, ainda infantis e lentos
Na tua criação; amo-te as hastes tenras
Que sobem em suaves espirais adolescentes
E infinitas, de toque exato e frêmito.

Amo-te os braços juvenis que abraçam
Confiantes meu criminoso desvario
E as desveladas mãos, as mãos multiplicantes
Que em cardume acompanham o meu nadar sombrio.

Amo-te o colo pleno, onda de pluma e âmbar
Onda lenta e sozinha onde se exaure o mar
E onde é bom mergulhar até romper-me o sangue
E me afogar de amor e chorar e chorar.

Amo-te os grandes olhos sobre-humanos
Nos quais, mergulhador, sondo a escura voragem
Na ânsia de descobrir, nos mais fundos arcanos
Sob o oceano, oceanos; e além, a minha imagem.

Por isso -- isso e ainda mais que a poesia não ousa
Quando depois de muito mar, de muito amor
Emergindo de ti, ah, que silêncio pousa...
Ah, que tristeza cai sobre o mergulhador!


:: Publicado Por Rock&Blues :: 11:02 PM ::

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Segunda-feira, Junho 07, 2004



PROJETO RELEITURAS

Vocês, certamente, já conhecem o Projeto Releituras... Não?!
Então não percam tempo e cliquem no link.
O Releituras, da autoria de Arnaldo Nogueira Jr., começou como passatempo e transformou-se em um agradável site que reúne textos dos mais diversos autores.
É lugar para se perder várias horas com boa leitura. Perdão... Me expressei mal.
É lugar para se ganhar várias horas com boa leitura. Afinal, as horas gastas com boa leitura nunca são perdidas.
Logo na abertura da página, há uma frase do Nelson Rodrigues que sintetiza perfeitamente a idéia do Releituras:
"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

É isso aí... Aproveitem a dica e boa (re)leitura!
__________

Hoje, no Releituras, reli algumas máximas, sempre atuais, do Barão de Itararé:

- O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.

- O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.

- Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará chato como o pai.

- Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.

- Pão, quanto mais quente, mais fresco.

(Barão de Itararé - Nome: Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly - Natural: Rio Grande do Sul - Nascimento: 29/01/1895 - Morte: 27/11/1971)


:: Publicado Por Rock&Blues :: 1:24 PM ::

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