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Neste momento: amadurecendo

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Amadurecendo... sempre.

 

Segunda-feira, Janeiro 31, 2005



Ultimamente eu tenho reclamado muito das viagens que sou forçado a fazer pelo trabalho. Mas sempre há compensações.
Na última semana estive em Bauru/SP, de segunda a sexta, com chuva todos os dias. Nem pude conhecer a cidade, como gosto de fazer, embora tenha experimentado alguns bons restaurantes, tais como:
- Baby Búfalo - uma ótima churrascaria com uma fantástica picanha fatiada.
- Tuyu - um restaurante japonês super bem transado com ótima cozinha oriental (japonesa e chinesa). Um dia eu vou aprender a comer com os famigerados pauzinhos sem precisar de elástico na ponta.
- Um restaurante italiano, cujo nome não me recordo (vou ficar devendo), que serve uma massa preparada na hora com os ingredientes que você escolher. Para efeito de comparação, quem conhece a franquia de fast-food Spolleto pode ter uma idéia aproximada, mas o restaurante ganha de goleada.
Tudo isso com um detalhe que faz a diferença, o preço. Come-se muito bem e barato. Praticamente a metade dos preços praticados aqui no Rio de Janeiro.
E essa viagem teve ainda um diferencial.
Dificilmente nós, pobres mortais, temos oportunidades de nos aproximar de nossos ídolos ou musas... ou deusas!
Estava eu no aeroporto de Congonhas, fila de check-in, voltando para o Rio, quando percebo a aproximação de duas belas mulheres. Caminhavam com desenvoltura por entre os olhares extasiados dos presentes, e quando a minha miopia permitiu que eu a reconhecesse ela já estava a poucos metros de mim. Como eu disse, eram duas, mas eu juro a vocês que não sei como era o rosto da outra. Eu só tinha olhos para ela. Aqueles olhos claros... A pele morena... E o corpo (sem comentários) de Sheila Carvalho.
Algumas vezes tive a oportunidade de confrontar a beleza ilusória do vídeo com a realidade do contato ao vivo e me decepcionei. Dessa vez não foi o caso. Ela é tão linda quanto sempre me pareceu ser.
Passou por mim serena, ao alcance da minha mão, e foi embora a caminho do Olimpo.
Se eu fosse extremamente criterioso e conseguisse emitir uma opinião totalmente imparcial a respeito de Sheila Carvalho, eu diria que lhe faltam míseros 5 cm na altura e que ela poderia malhar um pouco menos. Achei os músculos muito aparentes. Comparando com as deusas, já que eu mencionei o Olimpo, ela está mais para uma Ártemis atlética que para Afrodite. Mas exigir a perfeição seria um abuso.
E eu não consigo ser imparcial. Ela é a minha musa... Padrão de beleza feminina.

Não reclamo mais das minhas viagens.

:: Publicado por Paulo :: 4:37 PM ::

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Terça-feira, Janeiro 18, 2005



Antes que eu seja considerado "inimigo público número 1" dos bichinhos de estimação, quero esclarecer que eu adoro animais.
Fui criado em cidade do interior, brincando descalço no mato e tomando banho de rio.
Bem... tira o banho de rio. O rio era perigoso e eu não sabia nadar. Mas sempre gostei de animais.
Um dos meus programas favoritos era acompanhar meu pai nas feiras agropecuárias da região. Eu me sentia totalmente à vontade entre bois, vacas e cavalos. Sempre achei os cavalos animais maravilhosos e imponentes. Em cima de um deles me sentia um autêntico cowboy.
Eu, particularmente, sempre gostei de animais de grande porte.
Em casa não era diferente. Muitos dos meus vizinhos tinham grandes quintais de terra com criações de animais...
Como a minha vizinha de fundos. Ela tinha um quintal enorme quase todo tomado por um imenso cercado com galinhas, perus, patos e até algumas tartarugas. Mas o meu preferido era um papagaio que, diariamente, logo de manhã cedo, vinha pelo muro chamando a minha avó pelo nome. E ainda assobiava a música tema do seriado de TV Bat Masterson, com Gene Barry (alguém lembra?).
Meu avô tinha alguns canários, mas eu não gostava (e não gosto) de criar passarinho em gaiola. Tenho pena.
Nunca tivemos gatos. Não tenho muita afinidade com os bichanos, apesar de achar um animal bonito e dócil.
Cachorro é diferente. Sempre gostei. Convivi com eles durante toda a minha infância. Tivemos cães de todos os tipos. Grandes, pequenos, de raça pura e vira-latas. Como a Laika, uma cadela pastor-alemão, que me fez companhia na minha infância e nunca mais esqueci. É a minha primeira lembrança de um animal de estimação.
Ou o Calú, um cocker spaniel preto que adorava o meu avô e morreu atropelado na primeira vez que fugiu pelo portão aberto. A consternação foi grande. Eu chorei muito.
E o Niki, um vira-latas malhado, super esperto, que vivia sujo... Detestava água e sabão. Além disso, se recusava a ficar restrito aos limites do nosso terreno. A nossa casa, como todas da vizinhança, tinha muro baixo e ele fugia sempre para a rua. Às vezes só voltava no dia seguinte, totalmente imundo e feliz. Tinha o espírito livre, não nasceu para viver preso. Até o dia que fugiu e não voltou mais.
E por que essa história toda?
Ah, sim... É só para dizer que eu adoro o Pingo. É super esperto e super ativo, mas me deixa de cabelo em pé quando está lá em casa. Por vários motivos. Não é a casa dele e por isso ele estranha, chora e não fica um minuto sequer afastado da minha filha. Além disso, o meu apartamento não é exatamente o melhor lugar para um bichinho como ele. Eu tenho muitos objetos em móveis baixos, como por exemplo o meu aparelho de vídeo... Ou a minha coleção de cds e dvds... Aquilo para ele é uma tentação quase irresistível. E cachorrinho novo (7 meses) e macho levanta a perninha em qualquer lugar... O que me faz ficar o tempo todo vigiando. Só que ele tem muito mais fôlego do que eu. No fim do dia estou exausto.
Em suma, apesar de eu gostar muito de animais e ser incapaz de maltratar qualquer bichinho, tremo com as visitas do Pingo, meu pequeno tsunami.


:: Publicado por Paulo :: 10:58 AM ::

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Sábado, Janeiro 15, 2005



Final de tarde de sexta-feira... É hora de reunir alguns colegas de trabalho para comemorar o início do final de semana e falar besteira.
Hoje resolvemos listar calamidades.
- Tsunamis (essa era esperada, of course);
- Terremotos;
- Furacões, Ciclones e congêneres;
- Guerra Nuclear (não é uma calamidade natural, mas ainda assusta);
- Colisão com a Terra de um corpo celeste tipo cometa, asteróide, etc;
Quando a coisa já estava caminhando para "invasão de extraterrestres", alguém lembrou:
- Visita da sogra.
Silêncio por alguns segundos... Sinais de aprovação dos casados...
Eu adicionei o último item da lista:
- Um poodle chamado Pingo, fechado no meu apartamento, numa visita da minha filha, durante um fim de semana inteirinho!!

:: Publicado por Paulo :: 2:05 AM ::

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Segunda-feira, Janeiro 03, 2005



Quem é mais sensível, homem ou mulher?

Eu sei que essa questão é delicada e vou pisar em terreno minado... Mas vou correr o risco.
O assunto surgiu hoje durante uma conversa descontraída entre amigos (homens e mulheres) num intervalo do trabalho.
Estávamos, eu e o Marco, conversando a respeito dos discos de vinil que eu ainda guardo por razões meramente sentimentais e que ele também aprecia.
A Marli alfinetou: - Parecem dois velhos falando sobre velharias...
A reação foi imediata.
- Por que? O que há de errado nisso? - Retruquei.
- É que vocês se apegam a coisas sem valor... Tem que jogar essa velharia fora e abrir espaço para o novo.
- Mas eu guardo porque me trazem boas recordações... Alguns têm dedicatórias que eu gostaria de conservar. - Resisti.
- Vocês não são práticos. Eu já teria me livrado disso há muito tempo. Quem vive de passado é museu. - Insistiu ela.
O Marco é uma pessoa bastante inteligente e esclarecida. E com um talento incomparável para polêmica e provocação. Com ar professoral lançou: - Não perca seu tempo Paulo. Elas são imediatistas. Não conseguem entender por que nos apegamos a certas coisas... Eu ainda guardo alguns objetos do meu tempo de escola que me remetem a momentos de pura nostalgia. Eu gosto de relembrar filmes antigos que me marcaram numa determinada época. Músicas que eu dancei nos tempos de rapaz... Os homens são assim. Nós não perdemos o vínculo com o nosso passado e, vez por outra, voltamos a ser crianças. Amigos quando se encontram para uma pelada (futebol) são meninos de novo... Brincam e brigam, discutem e riem como sempre foi... Eu ainda guardo alguns botões do meu velho time de botões... Elas nos acham, por isso, sentimentalóides. Mas é somente uma questão de sensibilidade.
E encerrou - Os homens são muito mais sensíveis que as mulheres.
Nem é preciso dizer da confusão que se instaurou a partir daí. Com todos querendo falar ao mesmo tempo.
E tudo terminou em muitas risadas.
Mas ficou a questão.
Afinal... É o homem mais sensível do que a mulher?

Em tempo:
Eu guardo muita coisa.
Brinquedos não tenho mais. Doei-os ao meu filho quando atingiu a idade certa. Mas tenho trabalhos guardados do meu tempo de Ginásio*... Alguns livros de Monteiro Lobato... E discos de vinil!

(*Tradução para a garotada - o Ginásio correspondia aos quatro últimos anos do primeiro grau).

:: Publicado por Paulo :: 11:05 PM ::

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