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Neste momento: amadurecendo

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Amadurecendo... Sempre.

 

Segunda-feira, Março 28, 2005




Hoje é dia de PLAY e eu escrevi sobre o que gosto... ROCK!

:: Publicado por Paulo :: 12:57 PM ::

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Quinta-feira, Março 24, 2005



Surpresas Musicais

Calor forte às 8:00 h da manhã, indo para o trabalho, rádio do carro ligado, uma música me chamou a atenção.
"Super Duper Love" é um soul ritmado levado por uma bela voz feminina.
Aumentei o volume e fiquei atento, ao final da canção, esperando o anúncio do nome da cantora.
Chegando ao trabalho, liguei o computador e fui pesquisar mais sobre aquela voz que me agradou e aí as surpresas começaram.
Ela nasceu em 11 de abril de 1987. Vai completar 18 anos!!
Gravou o seu primeiro disco, "Soul Sessions", só com músicos experientes da soul music, em setembro de 2003 (com 16 aninhos!!) e já vendeu até hoje mais de dois milhões de cópias desse disco de estréia.
Em setembro de 2004 lançou seu segundo álbum, "Mind, Body and Soul" e obteve três indicações para o GRAMMY de 2005, uma delas com a canção "You Had Me" que toca bastante nas rádios. Outra dica de música: "Right To Be Wrong".
A garota é um prodígio!
Mas não pára por aí...
A soul music é um gênero predominantemente negro e essa menina nascida em Dover, na Inglaterra, é uma linda lourinha.

Seu nome?
JOSS STONE. Anotem.

Eu não gosto de comparações, mas a lembrança de Janis Joplin é inevitável...


:: Publicado por Paulo :: 2:11 PM ::

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Quarta-feira, Março 23, 2005



Amanhecer em Copacabana
Por Antônio Maria - (Rio, 12/09/59)

...(trecho)...
E Copacabana é a mesma. Nós é que estamos burríssimos aqui, neste banco de praia. Nós é que estamos velhíssimos, à beira-mar. Nós é que estamos sem ressonância para a beleza e perdemos o poder de descobrir o lado interessante de cada banalidade. Um homem assim não tem direito ao amanhecer de sua cidade. Deve levantar-se do banco de praia e ir-se embora, para não entediar os outros, com a descabida má-vontade dos seus ares.

====================


Tenho medo disso.
De envelhecer e perder a sensibilidade. Perder o olhar para o simples, o gosto para o banal...
Deixar de apreciar a brisa do mar... O toque da areia fina nos pés... O cheiro de mato molhado... O riso da criança.
Medo de ficar amargo.

Eu não.

Xô!!


:: Publicado por Paulo :: 8:07 PM ::

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Sábado, Março 19, 2005



Martha Medeiros (again)

Quem acompanha a trajetória deste meu blog há algum tempo sabe que eu sou fã incondicional de uma gaúcha chamada Martha Medeiros.
É uma escritora maravilhosa, com um estilo claro e uma visão bem humorada sobre assuntos cotidianos que ela aborda freqüentemente em suas crônicas.
Eu me identifico muito com os textos de Martha, razão pela qual, volta e meia, publico aqui alguma coisa dela.
Ela tem uma coluna no Almas Gêmeas do Portal Terra, coluna no jornal Zero Hora de Porto Alegre e diversos livros publicados (recomendo "Montanha Russa" para começar). Vale a pena conhecer mais sobre essa bela mulher no auge dos seus quarenta e poucos anos (clique aqui).

O texto que publico abaixo revela, de forma clara, porque eu gosto tanto do que ela escreve. Tomei, inclusive, a liberdade de grifar alguns trechos com os quais a minha identificação é total. Quem me conhece um pouco, ou, pelo menos, conhece o "nick" que uso nos chats da vida, saberá do que estou falando.

====================

A TRILHA SONORA DO AMOR
Martha Medeiros


Já viu cena de amor na televisão sem um cha-lá-lá de fundo? Não tem. Desde a primeira versão de Selva de Pedra, quando Regina Duarte se aninhava nos braços de Francisco Cuoco ao som de B.J. Thomas, o amor deixou de ser silencioso e as vendas de trilhas sonoras de novela dispararam, o que acontece até hoje. No cinema é a mesma coisa. O sucesso de Nove Semanas e Meia de Amor não deve-se apenas às belas pernas de Kim Basinger, mas também à bela voz de Joe Cocker, que serviu de pano de fundo para o strip-tease da moça. Quem não lembra? Só os surdos.

Música e amor nasceram um para o outro. Não é à toa que paquera também é chamada de cantada. O cara convidou você para ouvir uns disquinhos no apê dele? Não é original, mas faz sentido. Música relaxa quando você está apaixonado, querendo lembrar de ontem à noite. E excita, se o objeto do amor não estiver apenas na lembrança, mas sentado ao seu lado no sofá. Música põe lenha na fogueira.

Que tipo de música? Há controvérsias. Não consigo imaginar uma cena de amor ao som de pagode, por exemplo. Pagode me inspira a matar, não a amar. Samba também passa longe da minha libido. Chorinho, seresta, música sertaneja, nada que saia da boca de Leonardo ou de Daniel me servem como Viagra. Wando, aquele que transformou a própria casa em motel e que se acha o rei da cocada preta, me dá ânsia você sabe do quê.

O amor merece outros acordes. Para um romance comportado, maduro, contemplativo, sugiro Miles Davis, Sthephane Grapelli, Billy Holiday. Lembra do Andreas Wollenweider? Nem pensar. Evite ressucitar modismos.

Se o romance for maduro mas não for comportado e muito menos contemplativo, blues. Magic Slim, John Lee Hooker, B.B. King, Eric Clapton, Muddy Waters. Você tem razão, não é romântico, mas eu também não sou, senão estaria ouvindo Celine Dion abraçada aos meus bichinhos de pelúcia. A verdade é que amor, no meu dicionário, combina com guitarra.

Tem que ser elétrico, pulsante, estimulante, adrenalínico. Não pode dar sono. Não pode incentivar beijinho de esquimó. Tem que pegar na veia, mexer com o corpo, fazer vestir uma jaqueta de couro. Eu adoro Djavan, mas a música dele me dá vontade de escrever poemas. Adoro Chico Buarque, mas a música dele me dá vontade de escrever um manifesto. Já Rita Lee, Cazuza, Titãs, Renato Russo, Paula Toller, Rolling Stones, Oasis, Tina Turner e Prince me dão vontade de escrever torpedos. Cada um ama no seu ritmo.

====================

Eu poderia adicionar uma penca de outros nomes, do blues ao rock, internacional, nacional... Tanto faz.
O fato é que eu concordo com ela... Amor "acústico" é bom, mas "elétrico" é muito melhor!

P.S.: Martha, experimente Etta James.

____________________

UPDATE (21/03 - 12:20 h): Agradeço à Andréa que gentilmente observou que a Martha Medeiros não está mais escrevendo no site Almas Gêmeas. Ela realmente se despediu em 27 de dezembro de 2004 com o texto "O Final De Uma Relação". Apesar disso a coluna continua lá com todas as crônicas que ela publicou desde 1998. São centenas de textos abordando, basicamente, o amor. Vale a pena conhecer.


:: Publicado por Paulo :: 3:11 PM ::

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Sexta-feira, Março 18, 2005



Sexta-feira... Ufa...
Há momentos na vida que só mesmo ouvindo o Raulzito...



Tente Outra Vez
(Raul Seixas/ Paulo Coelho/ Marcelo Motta)

Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha em fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não

Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar,
Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira
Bailando no ar

Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez


:: Publicado por Paulo :: 7:04 PM ::

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Quinta-feira, Março 17, 2005



NOTA DE ESCLARECIMENTO

Não devemos confundir democracia com anarquia e liberdade com desordem.
Este blog sempre teve uma orientação pacífica, de confraternização e amizade.
O espaço para os comentários está aí destinado às pessoas que quiserem se manifestar com relação ao assunto publicado.
Qualquer outro assunto que não diga respeito ao post poderá ser encaminhado diretamente a mim através de e-mail (rock_n_blues@hotmail.com). O link para essas mensagem pessoais está no meu nome (Paulo), logo abaixo de cada post.
Rixas, desavenças e diferenças pessoais devem ser resolvidas em particular, em outro ambiente e não em público.
Pelo exposto, todo comentário que não for relativo ao tema publicado e incompatível com a orientação do blog será excluído.

Agradeço a compreensão.


:: Publicado por Paulo :: 10:10 AM ::

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Terça-feira, Março 15, 2005



NUA

São 11:00 h e eu acabei de ouvir no rádio...
Certas músicas mexem com a minha imaginação.

"Olho a cidade ao redor
Eu nunca volto atrás
Já não escondo a pressa
Já me escondi demais

Eu vou contar pra todo mundo
Eu vou pichar sua rua
Vou bater na sua porta de noite
Completamente nua
Quem sabe então assim
Você repara em mim."

Que delícia é isso... Fala sério...
Estou esperando uma "Ana Carolina" que bata na minha porta (a qualquer hora).

(Música: Nua - Ana Carolina & Vitor Ramil)


:: Publicado por Paulo :: 11:22 AM ::

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Sábado, Março 12, 2005



Não posso me esquecer que hoje é dia de Playground.
;)

:: Publicado por Paulo :: 4:04 AM ::

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Quinta-feira, Março 10, 2005



Observando...

O centro da cidade, aqui no Rio de Janeiro, é fértil em figuras insólitas.
Por aqui se vê de tudo. O que não causa espanto, afinal estamos numa cidade onde o próprio prefeito tinha a mania de desfilar de jaqueta sob um sol abrasador de 40 graus. Mais insólito é impossível.
O prédio onde trabalho fica posicionado próximo a um ponto de fluxo intenso de pessoas e da minha janela eu tenho uma visão privilegiada desse movimento.
Temos por aqui, basicamente, dois tipos distintos de personagens. Os fixos e os itinerantes.
Os itinerantes estão quase sempre apressados num indo-e-vindo interminável entre ônibus, trem e metrô.
Os fixos estão sempre próximos ao seu ponto habitual vendendo bugigangas, escrevendo "jogo do bicho", pensando num modo fácil de ganhar uns trocados, procurando o próximo otário ou simplesmente jogando conversa fora por horas a fio. Um caldeirão diversificado de pivetes, desempregados, desocupados, aposentados, abandonados... Malandros e trabalhadores.
No sinal (ou semáforo) onde eu habitualmente paro pela manhã, quase em frente aqui ao prédio, há uma dessas figuras.
Trata-se um senhor, já de uma certa idade (indefinível), que sempre se aproxima da janela do carro pedindo dinheiro para o almoço.
É sempre a mesma história... Ele se aproxima com duas moedinhas balançando na mão e diz que aquilo foi tudo que ele conseguiu até aquele momento. Que as pessoas estão sempre muito ocupadas para lhe dar atenção e que alguns têm medo até de baixar o vidro para lhe ouvir.
E fica ali falando comigo até o sinal abrir.
É claro que ele sempre leva as moedas que eu tenho no bolso e eu sei que ele fatura o suficiente para o almoço e o jantar... Mas na verdade o que ele busca ali, além dos trocados, é a conversa. Aqueles segundos de atenção que cada motorista lhe dispensa significam muito.


:: Publicado por Paulo :: 12:58 PM ::

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Terça-feira, Março 08, 2005






:: Publicado por Paulo :: 2:25 PM ::

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Domingo, Março 06, 2005




Post-lembrete atrasado.

Ontem foi meu dia no Playground e eu falei de gibi antigo.
Você lembra do Brasinha?
Pois é...



:: Publicado por Paulo :: 3:05 PM ::

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Quinta-feira, Março 03, 2005



Infância.

Paulinho era um garoto franzino e tímido.
Fez o curso primário em um colégio de freiras, Colégio Imaculada Conceição, e era um bom aluno.
Sempre teve voz forte (entenda-se, sempre falou alto) e por isso era a escolha natural para orador da turma e para as peças no teatrinho infantil.
O que era um contra-senso já que era um menino tímido.
Mas ele nunca recusava os pedidos da Irmã Ana, a freira que organizava o teatrinho.
Essa era uma outra característica sua, não sabia dizer "não" (até hoje tem dificuldade). Por isso era mais fácil vencer a timidez, e encarar o pequeno palco e os olhares condescendentes dos pais e convidados na platéia, do que negar um pedido da Irmã.
Com isso acabou tornando-se popular na escola e fazendo vários amigos.
Uma coleguinha era especial.
Chamava-se Eliane. Era uma menininha magra e um pouquinho dentuça. Cabelos muito lisos, cortados na altura dos ombros e sempre com um lacinho de fita a enfeitá-los. Era a melhor aluna da turma e, como se isso não bastasse, tinha uma letra linda... Todas do mesmo tamanho e redondinhas como se tivessem sido desenhadas a compasso. Sempre tirou dez em caligrafia.
Acho que ela não era exatamente bonita, mas, na época, isso não tinha a menor importância. Ela se destacava no grupo. E Paulinho só tinha olhos para ela.
Talvez ela também fosse tímida... Ou muito séria... Ou, sei lá. O fato é que ela parecia não notá-lo.
Logo ela... Logo quem ele mais queria que olhasse para ele. Logo ela...
De nada adiantava ser um bom aluno (até medalha ele ganhou)... De nada adiantava a voz forte na oratória de final de ano ou nas peças do teatrinho... Ela mal olhava para ele.
E isso incomodava de um jeito meio indefinido. Dava uma espécie de bolo no estômago... Uma pressão esquisita no peito... Dava até vontade de chorar.
Assim, além das lições de português, matemática e religião, Paulinho aprendeu, ainda no primário, as primeiras noções de amor platônico. Ainda que, naquela ocasião, ele nem desconfiasse disso.

O impressionante é que, depois de mais de quarenta anos, eu ainda me lembro do nome, dos cabelos com lacinho de fita, dos dentinhos...


:: Publicado por Paulo :: 9:21 PM ::

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