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Tom Jobim

 











Neste momento: amadurecendo

(Melhor visualização em 1024x768)

Amadurecendo... sempre.

 

Sábado, Abril 30, 2005



Falta do que fazer.

Dormi tarde nessa sexta-feira. Resultado: acordei tarde.
Onze da manhã arrisquei abrir um olho mantendo o outro cautelosamente fechado.
Cáspita! (como diria o meu avô) Ainda não amanheceu?
Pior... Já amanheceu sim e essa escuridão é por conta de nuvens pesadas de chuva.
Não existe coisa pior para o carioca do que um sábado chuvoso.
Bem, verdade seja dita, não caiu o temporal que anunciava... Mas choveu e bastante. Com esse vento fica ainda pior.
E não se vê no céu uma nesguinha de azul... Tudo cinza. Sinal que esse tempo vai durar.
Já são 13 h 58 min e, sem melhores opções, resolvi sentar e escrever. Como não tenho assunto fico aqui enrolando e falando do tempo.
Daqui a pouco vou parar pra botar uma lasanha congelada no forno.
Pois é... Ainda não almocei. É que tomei café tarde... Acordei tarde... Às onze da manhã, imaginem!
Ah, eu já disse isso?
Então tá.

São 14 h 37 min... Estou tentando decidir se coloco essa baboseira no blog.
Mas como não tenho nada melhor para fazer no momento...

____________________


Ainda estou pensando na resposta para a questão da "felicidade" do post anterior.


:: Publicado por Paulo :: 2:46 PM ::

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Sexta-feira, Abril 29, 2005



A FELICIDADE
(Tom Jobim / Vinícius de Moraes)
...
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
...
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
...
Tristeza não tem fim,
Felicidade sim.

____________________

O que é a felicidade?
Vou pensar e tento responder no próximo post.


:: Publicado por Paulo :: 2:32 PM ::

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Segunda-feira, Abril 25, 2005



Bola de Meia, Bola de Gude
(Milton Nascimento/Fernando Brant)

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão...
____________________

Bola de gude... Pipa... Brinquedos do meu tempo de criança que teimam em não desaparecer.
No Playground Dos Dinossauros. Dê uma espiadinha.

:: Publicado por Paulo :: 12:43 AM ::

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Segunda-feira, Abril 18, 2005



O post a seguir é uma espécie de versão mais completa do texto que eu publiquei hoje no Playground dos Dinossauros. Lá, por questões óbvias de espaço, não pude me estender demais e tive que deixar uma versão resumida.
Aqui fico mais à vontade para detalhar a história.
É uma simples homenagem a um professor que deixou saudades.
____________________

O Professor Oswaldo de Assis.

Fiz Primário e Ginásio ainda no interior de São Paulo e vim para o Rio de Janeiro, no final dos anos sessenta, fazer o Científico.

Eu não gostava de matemática, mérito de um velho e rabugento professor do ginasial que me fez ter aversão pela matéria. Prestei prova para ingressar num colégio estadual no bairro do Rocha, zona norte do Rio, e lá conheci aquele que mudaria todo o meu conceito a respeito da matemática. O professor Oswaldo de Assis.
Logo na primeira aula ele implicou comigo e colocou-me um apelido (não revelo) que me acompanhou por todos os três anos do Científico. Essa era uma característica sua, brincar com os alunos. Eu nunca tinha tido um professor como aquele. Era um senhor alto, magro, muito branco, olhos claros, cabelos grisalhos, dentes meio sobressaídos e aquele olhar maroto, sacana. Uma figura!
Podia-se dizer tudo de suas aulas, menos que fossem monótonas. Apresentava problemas e brincava com eles. Nos fazia rir das nossas próprias dúvidas...
O mestre Oswaldo de Assis conseguiu uma façanha, foi o único professor que me fez estudar com prazer e me ensinou a gostar de matemática de um modo que eu julgava impossível. O que eu sei sobre a matéria devo a ele.
Concluí o curso e ele fez questão de me cumprimentar.
Encontrei-me casualmente com ele, no ano seguinte, no curso preparatório para o vestibular. Eu me preparava para o curso de engenharia e ele dava aulas para as turmas de arquitetura. Depois segui o meu caminho. Não o vi mais.
Cerca de quinze anos depois, em meados dos anos oitenta, a caminho do trabalho, na estação de trens do Engenho Novo, percebi aquela figura esguia, um pouco curvado, sentado em um banco e o reconheci.
É relativamente fácil para um aluno reconhecer o seu mestre. O que eu não esperava, de modo algum, é que ele se lembrasse de mim após tantos anos.
- Professor Oswaldo de Assis - eu disse num cumprimento.
Ele voltou-se, com olhar sério a princípio, mas logo os seus olhos adquiriram aquele brilho divertido.
- Eu o reconheço... Você foi meu aluno.
Eu sorri. Isso não é vantagem - pensei. É claro que devo ser um dos milhares que passaram por suas turmas em tantos anos.
- Você tinha um apelido - ele continuou.
Fiquei um pouco incrédulo, mas ainda assim retruquei - O senhor apelidava todo mundo... Quero ver lembrar do apelido - e sorri desafiando-o.
- Tinha algo a ver com... Fez uma pausa, revirando a memória, queixo apoiado na mão. E em poucos segundos lascou o nome.
Minha surpresa deve ter se estampado em meu rosto porque ele deu uma sonora gargalhada repetindo o apelido em voz alta.
Senti um misto de vergonha, pelo apelido anunciado na estação lotada, e felicidade por ele ter se lembrado de mim.
Trocamos algumas palavras rápidas. O trem dele se aproximava e íamos em direções opostas. Quis perguntar onde ele morava - devia ser nas proximidades - mas me enrolei nas palavras e não consegui.
Nunca mais tornei a vê-lo.
Ao relembrar esses fatos me vi tomado por uma emoção que raras vezes eu senti nos meus rabiscos eventuais.
Não sei se o meu querido mestre ainda é vivo, espero que sim.
Este post, que era endereçado ao Playground com outra finalidade, acabou se transformando num singelo tributo a esse homem que foi, sem sombra de dúvida, o meu melhor professor e meu ídolo.

Tributo que eu gostaria de estender a todos os abnegados professores do Brasil.

Minhas homenagens saudoso Professor Oswaldo de Assis.


:: Publicado por Paulo :: 12:53 AM ::

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Segunda-feira, Abril 11, 2005



HOJE TEM!

Eu falei sobre ela no post de 24 de março.
Joss Stone completa hoje 18 aninhos.
O Multishow, canal de TV por assinatura, exibe hoje o show "Mind, Body & Soul" que é também o nome do segundo CD da garota prodígio, com o qual ela obteve três indicações para o Grammy.
Quem gosta de Soul e R&B não deve perder a oportunidade de conferir o talento da menina.

MULTISHOW - Segunda, dia 11/04, às 22h45
Fiat Music Live - Joss Stone - Mind, Body & Soul Session -
Ao Vivo em Nova York.


==========

UPDATE (00h30 - 12/04): Ironia do destino! Faltou energia elétrica aqui no bairro. Perdi toda a parte inicial do show... Só consegui assistir à metade final.

:: Publicado por Paulo :: 7:59 PM ::

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Atraso.

Se porventura eu demorar a postar por aqui peço desculpas, mas a empresa onde trabalho está atravessando um período conturbado.
No clima que se instaurou não há como ter inspiração para escrever.

O post de hoje do Playground saiu a fórceps.


:: Publicado por Paulo :: 1:26 AM ::

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Quinta-feira, Abril 07, 2005



Hoje, dia 7 de abril de 2005, em um determinado momento, lá pelo final da tarde, o blog atingiu a marca das 10.000 visitas.

Eu só queria dizer... Obrigado!


:: Publicado por Paulo :: 8:03 PM ::

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Terça-feira, Abril 05, 2005



ATENÇÃO.

Não deixem de visitar o site www.riodejaneirovirtual.com.
Para quem não conhece o Rio, ou mesmo para os que já conhecem, a visita é indispensável. São belíssimas fotos em 360º de vários pontos da cidade.
Vocês poderão constatar, sem sombra de dúvida, que o título de Cidade Maravilhosa é mais do que merecido.
Recomendo muito!

(Dica da Tathiane)


:: Publicado por Paulo :: 5:30 PM ::

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Segunda-feira, Abril 04, 2005



Desculpem a nossa falha.

Esqueci-me de avisar que, desde 21 de março, passei a postar no Playground dos Dinossauros às segundas feiras e não mais aos sábados.
Aliás, toda a programação do Play mudou.
Ficou assim o calendário jurássico:

- 2ª feira - Paulopithecus (eu)
- 3ª feira - Bananassauro (Gaijin)
- 4ª feira - Jurassic Jack (Jack)
- 5ª feira - Lufariassaura (Lu Farias)
- 6ª feira - Pteroálvaro (Álvaro)

E para quem ainda não conhece o Playground, fica aqui o meu convite. Façam-nos uma visita. Acho que vocês vão gostar e teremos imenso prazer em recebe-los.


:: Publicado por Paulo :: 8:45 PM ::

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Sábado, Abril 02, 2005



Mesmo um roqueiro e blueseiro apaixonado como eu tem que se render à beleza irrefutável de outras letras e canções.
Aliás, devo confessar que tenho um gosto musical bastante eclético. Acho que o radicalismo bitola, limita demais.
Gosto de conhecer outros sabores, outros tons, outras cores.
Fui um súdito fervoroso da corte do rei Roberto Carlos nos áureos tempos da Jovem Guarda, mas nunca me furtei a ouvir aquela maravilhosa fusão de samba com jazz chamada Bossa Nova, apesar do antagonismo declarado entre as duas tribos. A turma do banquinho & violão esnobava o pessoal do ié-ié-ié, e a turma do ié-ié-ié ignorava o pessoal da Bossa.
E eu curtia tudo.
Porque, na verdade, a Jovem Guarda era melhor para dançar e se divertir, mas na hora de falar de amor a Bossa Nova era (e ainda é) insuperável. Mas também com o elenco que a BN reunia... Nomes como Vinícius de Moraes e Tom Jobim assinando as composições... Vozes como Nara Leão, Lúcio Alves e tantos outros... E até mesmo o reforço de músicos estrangeiros de peso como Stan Getz... Como não ser maravilhosa?
Bateu saudade...

E por falar em saudade

Onde Anda Você
(Vinícius de Moraes / Hermano Silva)

E por falar em saudade
Onde anda você
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer

E por falar em beleza
Onde anda a canção
Que se ouvia na noite
Dos bares de então
Onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão

Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você

E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você

====================

(Desculpem pelo afastamento forçado. Semana cheia...)

:: Publicado por Paulo :: 6:52 PM ::

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