Recebi esses dois textos por e-mail há algum tempo e acho que hoje é um ótimo dia para publicá-los aqui.
Simples Amigo x Bom Amigo x Super-Amigo (Desconheço a autoria)
- Um Simples Amigo traz uma garrafa de vinho para sua festa.
- Um Bom Amigo chega cedo, ajuda a cozinhar e fica até mais tarde para ajudar a limpar.
- Um Super-Amigo faz tudo isso e ainda bebe todas na sua festa, vomita no tapete e dorme atrás do sofá até segunda-feira pela manhã, quando a empregada o encontra.
- Um Simples Amigo odeia quando você liga depois que ele já se deitou.
- Um Bom Amigo pergunta por que você demorou tanto para ligar.
- Um Super-Amigo pergunta se você tá virando viado, pra ligar àquela hora, te manda dormir e ir curar tuas mágoas com cachaça.
- Um Simples Amigo procura você para conversar sobre seus próprios problemas.
- Um Bom Amigo procura você para te ajudar com os teus problemas.
- Um Super-Amigo procura você, te ajuda com os teus problemas e ainda te leva pra gandaia e paga todas.
- Um Simples Amigo, ao visitá-lo, age como uma visita.
- Um Bom Amigo abre a geladeira e serve-se sozinho.
- Um Super-Amigo abre a geladeira, serve-se sozinho e ainda reclama que só tem Kaiser.
- Um Simples Amigo pensa que a amizade acabou depois de uma discussão.
- Um Bom Amigo sabe que não é amizade enquanto não teve a primeira briga.
- Um Super-Amigo xinga você, chuta o seu cachorro e sai batendo a porta, mas tá tudo bem.
- Um Simples Amigo espera que você esteja sempre lá para ele.
- Um Bom Amigo espera sempre estar lá, para você!!!
- Um Super-Amigo te espera duas horas no bar até ficar revoltado. Vai até a sua casa, xinga você, chuta o seu cachorro e sai batendo a porta, tudo de novo.
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Amigos. (Vinícius de Moraes)
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos; enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na minha sagrada relação de amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, rezo pela vida deles.
E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos!
Às vezes me canso.
A idade me fez mais flexível, mais tolerante... Mas, às vezes, me canso de tudo e me isolo por uns tempos.
Isso é difícil de administrar, pois nem todos entendem essa minha necessidade. É compreensível... É uma coisa só minha.
Não me é possível o isolamento total, físico. Tenho trabalho, família, amigos... Mas, na medida do possível, me fecho com meus botões.
Assim recarrego as minhas baterias desgastadas pelo estresse do dia-a-dia. Acredito que isso me salva do colapso.
São tempos difíceis.
Bob Geldof conseguiu, mais uma vez, reunir de uma só tacada os maiores nomes do rock mundial. Aliás, não só do rock... Vários estilos musicais estiveram juntos hoje nos palcos ao redor do mundo.
Vinte anos depois do LIVE AID (1985) que arrecadou fundos para o combate à fome na Etiópia, tivemos a oportunidade de assistir, neste sábado, o LIVE 8, mega concerto que visa atrair a atenção mundial para a reunião do chamado "Grupo dos 8" na próxima semana.
O objetivo é conseguir que os líderes dos países mais poderosos do mundo diminuam as barreiras comerciais e perdoem parte da dívida externa dos países pobres, em especial do continente africano.
Bastante meritória a iniciativa que mobilizou astros da música de vários países em shows simultâneos em Londres, Filadélfia, Paris, Roma, Berlim, Toronto, Tóquio...
Estima-se que mais de um milhão de pessoas tenham assistido, ao vivo, aos shows nos vários países e centenas de milhões pela TV.
Várias cenas do espetáculo foram emocionantes como a aparição da menina africana que em 1985 estava à beira da morte por desnutrição e hoje é uma bela mulher (com direito a um "selinho" da Madonna).
Emocionante também o espetáculo musical.
A abertura em Londres teve Paul McCartney ao lado de Bonno (U2) cantando "Sergeant Pepper's Lonely Hearts Club Band" cuja letra encaixou-se perfeitamente bem na ocasião: "It was 20 years ago today" (hoje está fazendo vinte anos), referência ao Live Aid de 1985.
Vários outros momentos foram memoráveis como, por exemplo, o Pink Floyd com David Gilmour e Roger Waters lado a lado. Ou o The Who com Roger Daltrey e Pete Townshend!!...
O encerramento em Londres com todos no palco cantando Hey Jude ao lado de Paul McCartney foi apoteótico.
UPDATE (05/07 - 19:00 h):É mais uma nota de esclarecimento.
Quando eu mencionei que a estimativa de espectadores, ao vivo, era de mais de um milhão, eu quis dizer um Milhão mesmo. Com "ao vivo" eu quis me referir às pessoas que assistiram de corpo presente nos locais dos shows.
Segundo os números divulgados (O Globo Online), o maior público foi o da Filadélfia com aproximadamente 1 milhão de pessoas, seguido de Londres com 200 mil. Os menores públicos foram em Tóquio com 10 mil pessoas e Johannesburgo com 8 mil. Total estimado de pouco mais de um milhão e meio de pessoas presentes nas dez cidades.
Ainda segundo as estimativas divulgadas, somando-se TV, rádio e Internet, a transmissão alcançou a 2 bilhões de pessoas em todo o planeta.